segunda-feira, 14 de julho de 2014

FSC Brasil oferece curso sobre seus principais conceitos e normas

O FSC Brasil lançou um programa de cursos para oferecer ao público brasileiro a oportunidade de conhecer e se aprofundar no sistema FSC a partir dele mesmo, com a garantia de um conteúdo qualificado, 100% atualizado e integrado ao dia a dia do FSC no Brasil e no mundo.

O curso inaugural - Introdução à certificação florestal FSC: normas, governança e oportunidades - será realizado nos dias 21 e 22 de agosto, em São Paulo e ministrado pela equipe do FSC Brasil, com a participação especial de Lucia Massaroth, Gerente de Cadeia de Custódia do FSCInternacional.

Este curso proporciona um conhecimento introdutório, porém aprofundado do sistema FSC em relação aos seus principais conceitos, normas, atores e procedimentos. Permite uma vivência concreta da certificação, tanto de manejo florestal como de cadeia de custódia, servindo como um primeiro exercício de auto avaliação para empresas que querem se certificar, ou de prática de auditoria para os profissionais que querem atuar no sistema. Permite ainda uma visão estratégica sobre as atuais oportunidades de negócios para os produtos FSC no Brasil e no mundo.

Público-alvo:
Empresas do setor de madeira e derivados da madeira que querem se certificar ou reciclar seus conhecimentos (gráficas, papel, embalagens, móveis, construção civil); Consultores, estudantes e profissionais liberais que querem atuar no sistema FSC; Atores do poder público que querem aprofundar seus conhecimentos sobre o FSC para planejar políticas e compras públicas; Outras organizações interessadas no manejo florestal responsável.

Participe! Inscreva-se aqui e garanta sua vaga!
Dúvidas ou mais informações, entre na página "Quero fazer cursos", escreva para cursos@fsc.org.br ou ligue para 11 3627-9832.



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Porto de Moz debate manejo florestal comunitário

Cerca de 100 pessoas estiveram na Casa da Cultura, em Porto de Moz, para participar do seminário “Debatendo o Manejo Florestal Comunitário Familiar (MFCF)”, realizado no dia 05 de junho. O evento reuniu lideranças locais e gestores públicos para conhecer experiências de uso sustentável da floresta no território paraense, e, ainda, permitiu que os participantes indicassem as demandas mais urgentes para consolidação do MFCF na região. O município onde se realizou o evento é simbólico para o Manejo de Florestas. Nele se localiza a Reserva Extrativista Verde para Sempre, com dimensões 1,3 milhão de hectares – o equivalente ao dobro do tamanho do Distrito Federal.

A reserva está cercada por comunidades que tem se organizado para aproveitar de forma sustentável os recursos naturais, com o propósito de conservar a floresta. Maria Margarida e Genésio Ribeiro apresentaram o histórico da Associação Arimum, que desenvolve o Manejo Florestal em 4,2 mil hectares, como forma de complementar a renda de 48 famílias. Durante o evento, os dois comunitários apontaram uma das suas maiores dificuldades: a demora na aprovação dos Planos de Manejo Florestal Comunitário.

Outro desafio apontado pelos representantes da Associação diz respeito aos equipamentos para a realização do transporte da madeira. Atualmente as comunidades terceirizam essa etapa, situação que reduz os ganhos das famílias. A solução para esses desafios passa por duas sugestões indicadas pelos participantes. A primeira seria facilitar o acesso dos comunitários as máquinas apreendidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); e a outra, seria o governo disponibilizar maquinário, tal como ocorre com as patrulhas agrícolas.

Entre os representantes do governo estava o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente
do Pará, o Engenheiro Florestal, Hildemberg Cruz. Durante sua participação, ele ressaltou a importância do evento e lembrou o trabalho que o IEB e o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor) desenvolvem em torno da elaboração de uma minuta para Política Estadual de MFCF. Hildemberg lembrou que após a elaboração da minuta haverá consultas públicas para validar o documento. Ele deixou claro que outros órgãos precisam também se envolver para que o manejo comunitário se realize plenamente. Uma das instituições lembradas foi o Banpará, que seria um grande aliado ao disponibilizar linhas de crédito para setor.

Alternativa ao desmatamento
Para Manuel Amaral, membro do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), a importância desse seminário é discutir a viabilidade do manejo florestal como alternativa ao desmatamento que tem se tornado uma ameaça cada vez mais presente nas Unidades de Conservação. “É importante viabilizar planos de manejo realizado pelas famílias moradoras das reservas extrativistas. Na Verde para Sempre há dois planos de manejo florestal comunitário aprovados e outros cinco em análise pelos órgãos de licenciamento ambiental. Esse dinâmica deve ser seguida por outras Unidades de Conservação de uso sustentável na Amazônia”, destaca Amaral coordenador da ONG em Belém.

O seminário Debatendo o Manejo Florestal Comunitário Familiar foi uma realização do IEB, Comitê de Desenvolvimento Sustentável de Porto de Moz (CDS), Associação Comunitária de Desenvolvimento Sustentável do Rio Arimum (ASCDESRA) e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio). Entre as instituições que participaram da programação estavam: a Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e o Instituto Floresta Tropical (IFT). A iniciativa teve o apoio do Fundo Vale.

Leia a seguir algumas das necessidades apontadas pelas comunidades de Porto de Moz para efetivação do MFCF

1. O governo deve disponibilizar maquinário para a condução do MFCF, da mesma forma que disponibiliza as patrulhas agrícolas;

2. Facilitar o acesso aos maquinários aprendidos (do Ibama), para o MFCF;

3. Criar um campus da Universidade da Floresta em Porto de Moz;

4. Montar um grupo para pressionar a aprovação da Política Estadual de MFCF;

5. Escolher a instituição que apoiará as comunidades locais a definir qual o melhor formato de organização (associação e/ou cooperativa);

6. Criação de uma base do ICMBIO em Porto de Moz;

7. Elaboração de Plano de Ação Conjunto entre as instituições que apoiam o MFCF;

quinta-feira, 26 de junho de 2014

IEB realiza curso de gestão florestal no Marajó

No período de 28 a 31 de maio, na sede do Programa Saberes da terra Portelense, ilha grande do Pacajaí, em Portel, ocorreu o primeiro módulo do Curso de Gestão Florestal no Marajó. A turma foi composta por 33 pessoas entre lideranças, representantes de organizações comunitárias, técnicos e gestores municipais, oriundos dos municípios de Melgaço, Curralinho, Breves, São Sebastião da Boa Vista e Portel – a maioria de reservas extrativistas, assentamentos e glebas estaduais.
Os quatro dias de atividades foram intensos. Houve exposições, leituras, trabalhos em grupo, dinâmicas, apresentação de vídeos e debates sobre gestão e manejo florestal. As atividades resultaram na sensibilização de lideranças, representantes de organizações comunitárias, técnicos e gestores municipais para o Manejo Florestal Comunitário com vistas a Governança Florestal. Como principal encaminhamento os educandos (as) estabeleceram metas para contribuírem com o fortalecimento do dialogo florestal em seu município e/ou comunidade. O curso foi uma realização do IEB em parceria com Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor) e com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará, prefeitura de Portel, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Portel.
As ações do IEB no Marajó  integram o projeto de Fortalecimento da Gestão dos Recursos Naturais no Marajó, que tem o apoio do Fundo Vale.


 
Veja no vídeo  mais detalhes sobre o curso 



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Boletim destaca política estadual de MFCF

O boletim Governança Florestal apresenta os principais resultados da série de oficinas realizadas no processo de discussão e elaboração de propostas para a Política Estadual de Manejo Florestal Comunitário e Familiar (PEMFCF) do estado do Pará, realizadas entre setembro de 2012 e maio de 2013. As ações foram organizadas pelo Grupo de Trabalho da Política Estadual do MFCF (GTPEMFCF) e coordenadas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

 Acesse o conteúdo nos links abaixo. 
Boletim Governança Florestal - Edição I