quarta-feira, 30 de maio de 2012

Florestas e sustentabilidade, artigo de Edson José Vidal da Silva

O mundo a cada instante perde uma parcela considerável de florestas naturais. As pesquisas apontam uma taxa média de desmatamento mundial de 4,5 milhões de hectares por ano, de 1990 a 2005. As principais causas do desmatamento das florestas são: agricultura (conversão de terras); políticas públicas de desenvolvimento (programas de colonização e programas de plantação); exploração madeireira predatória e ilegal; agricultura de corte e queima; e causas naturais (incêndios, tempestades).

A perda líquida de florestas, ou seja, os prejuízos na cobertura florestal que são parcialmente compensados pelo reflorestamento e a expansão natural, aumentou de 4,1 milhões de hectares por ano, de 1990 a 2000, para 6,4 milhões de hectares. Os países da América do Sul e da África lideram entre os que mais desmatam no mundo. Segundo os especialistas, em 15 anos, dez hectares de floresta sofreram perda líquida, em média, por minuto.

Segundo Eduardo Rojas-Briales, diretor assistente para a Área de Florestas da FAO (órgão da ONU para a agricultura e alimentação), o desmatamento está privando milhões de pessoas de bens e serviços florestais que são cruciais para a subsistência rural, o bem-estar econômico e a saúde ambiental. Quais são, então, as alternativas que podem frear o avanço do desmatamento nas florestas e ao mesmo tempo gerar desenvolvimento com manutenção da biodiversidade? O mundo vem testando diversas alternativas em várias partes do mundo, dentre elas:
1. Intensificação da agricultura. Ao intensificar a agricultura evita-se a necessidade de avançar em novas áreas, pois se consegue uma produção alta sem ser necessário aumento de área.
2. Florestamento. Alguns países estão aumentando suas florestas em áreas onde não havia floresta anteriormente
3. Criação de unidades de conservação. As áreas protegidas cobrem 13% da superfície do mundo.
4. Aumentar a governança dos usuários da floresta. O manejo florestal comunitário tem sido mais eficiente do que a criação de unidades de conservação para conter o desmatamento.
5. Manejo de produtos florestais não madeireiros. Uma das mais sustentáveis colheitas florestais na Amazônia, a copaíba (Copaifera sp), que aumentou seu valor em 3,6 vezes de 2003 a 2005, tornou nessa região o desmatamento menos atrativo. Esse é um bom exemplo de estímulo econômico para conservar florestas.
6. Pagamento por serviços ambientais (Redução de Emissões por Degradação e Desmatamento, REDD). Estratégia de receber dividendos por manter a floresta em pé.
7. Manejo de produtos florestais madeireiros. Essa atividade econômica traz consigo as três sustentabilidades: econômica, social e ambiental. O manejo de floresta nativa é uma atividade que gera conservação e desenvolvimento local e regional nas florestas tropicais onde é praticado, gerando benefícios para diversos atores envolvidos.

Diante das alternativas expostas, o manejo florestal é uma das únicas vias econômicas que podem conciliar conservação e desenvolvimento. Todavia, muitos projetos de manejo florestal em andamento não têm apresentado resultados econômicos satisfatórios. Mesmo o manejo florestal agregando vários serviços ambientais – como manutenção de biodiversidade, proteção dos mananciais de água, proteção contra ventos e proteção contra incêndios florestais – não vem apresentando bons resultados econômicos.

O sistema de Redução de Emissões por Degradação e Desmatamento (REDD), segundo Paulo Moutinho: “O REDD traz algo que está fora da dinâmica econômica para dentro dessa dinâmica, que são as florestas tropicais. Hoje, mais de 70% do desmatamento na Amazônia origina-se da conversão da floresta em pastagens extensivas de baixa produtividade. Isso acontece em função da ausência de um mecanismo financeiro que permita que a floresta em pé tenha algum valor monetário”. De fato, se não forem encontradas formas de tornar atividades mais sustentáveis, que sejam mais atrativas financeiramente, dificilmente vai se conter o avanço de atividades econômicas danosas ao ambiente florestal. O REDD é considerado uma das soluções promissoras para conter o desmatamento das florestas.
Veiculo: http://www.ecodebate.com.br
Publicado em 29 de maio de 2012
Leia na integra: http://www.ecodebate.com.br/2012/05/29/florestas-e-sustentabilidade-artigo-de-edson-jose-vidal-da-silva/

terça-feira, 29 de maio de 2012

Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre é modelo para outros países


A jornalista Janaina Goulart, Especialista Sênior em Comunicação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), esteve no Acre para a produção de uma matéria destacando os casos de sucesso do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre (PDSA I). O material elaborado será apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20. 

O objetivo é apresentar os resultados do programa, que tem como foco a sustentabilidade, inclusão produtiva e crescimento econômico. O Manejo Florestal implantado no Seringal Cachoeira, no município de Xapuri, foi o projeto escolhido para a visita.

Para o BID, grande investidor em projetos que visam a sustentabilidade, os projetos do Acre são os mais emblemáticos, tanto pela participação da comunidade quanto pelo envolvimento do poder público. Segundo Janaina Goulart, a ideia inicial é mostrar para a comunidade internacional e imprensa, por meio dos mecanismos de comunicação, um pouco do que tem sido feito no Acre, no que tange à sustentabilidade. Para ela, o Acre seguramente serve de exemplo para outros países e outras regiões do Brasil.

Conhecendo a Comunidade
Segundo o relatório final do PDSA I, durante a implantação do Plano de Governo da época, foi constatado que uma das barreiras encontradas ao desenvolvimento econômico da região estava no alto custo de transporte e locomoção. O escoamento da produção era um entrave e, por conseguinte, o crescimento e melhora na qualidade de vida dos extrativistas que se encontravam nos seringais e zona rural do estado.

Veiculo: http://www.agencia.ac.gov.br
Publicado em 28 de maio de 2012
Leia na integra: http://www.agencia.ac.gov.br/index.php/noticias/governo/19612-programa-de-desenvolvimento-sustentavel-do-acre-e-modelo-para-outros-paises.html

Selos verdes ajudam a agregar valor ao produto e conquistar o mercado


Economia verde, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental são termos cada vez mais recorrentes, que contribuem para o aumento da exigência de empresas e consumidores no mercado nacional e internacional. Para agregar valor ao produto e atender a essas preocupações do mercado, uma das ferramentas cada vez mais procuradas são os selos de certificação ambiental, em especial para quem tem como matérias-primas a madeira e demais produtos de extração florestal.

O sistema de certificação florestal de maior credibilidade internacional é o selo do FSC (Forest Stewarship Council), iniciativa criada em 1993 cujo braço no Brasil é o Conselho Brasileiro de Manejo Florestal / FSC Brasil. O FSC possui dois tipos de selo: a Certificação de Manejo Florestal e a Certificação Cadeia de Custódia. A primeira certifica o produto em sua origem, é voltada a pequenas ou grandes operações florestais ou associações comunitárias que fazem a extração de matérias-primas florestais. A segunda é dirigida a produtores que processam a matéria prima de floresta certificada - serrarias, fabricantes, designers etc - e garante a rastreabilidade, integra a cadeia produtiva desde a floresta até o produto final.

A Certificação de Manejo Florestal assegura um manejo florestal responsável pautado por dez princípios e critérios, que envolvem atributos de valor ambiental, sociocultural e econômico, como respeito às leis e à posse de terras, respeito aos povos indígenas, impacto ambiental e relações trabalhistas. O certificado é válido por 5 anos, sendo realizado pelo menos um monitoramento a cada ano.

Segundo Adriana Reis, coordenadora técnica do FSC, “os efeitos positivos da certificação FSC já comprovados são melhoria de acesso ao mercado, podendo ampliar o marketshare de quem comercializa produtos florestais certificados, preços mais elevados, contratos de compra e venda mais estáveis​​, acordos de crédito favoráveis, eficiência de produção e melhoria da imagem pública do empreendimento certificado”.

Veiculo: http://www.acasa.org.br 
Leia na integra: http://www.acasa.org.br/ensaio.php?id=390

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Banco do Brasil anuncia nova linha de crédito


O financiamento poderá ser pago em um prazo de até 12 anos, com uma carência de até três anos para o início do pagamento, ou a partir do corte das árvores por meio de manejo florestal sustentável. Esta linha de crédito estava aberta apenas para a recomposição florestal, e agora foi estendida para recuperação das lavouras e pastagens. Desde julho de 2011, foram liberados certa de R$ 750 milhões para esta finalidade em todo o País.
Veiculo: Diário da Amazônia
Publicado em 26 de maio de 2012
Leia na integra: http://www.diariodaamazonia.com.br/index2.php?sec=News&canal=&id=14942