segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cooperativa Mista Flona Tapajós é recomendada para certificação FSC


Após análise de documentos, entrevistas e observações, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) concluiu por recomendar a Cooperativa Mista Flona Tapajós (Coomflona), em Belterra, Pará, para a certificação FSC 100% comunitário. A decisão foi tomada após uma auditoria, realizada entre os dias 02 e 06 de setembro, e terá grande impacto para o manejo florestal comunitário no Pará, na região amazônica e no mercado de madeiras tropicais.
O selo de certificação FSC 100% comunitário abre as portas para exportação, além de representar um diferencial no mercado e uma aceitação maior do consumidor. Segundo a Coordenadora de projetos do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Katia Carvalheiro, em toda a Amazônia, o Manejo Florestal Comunitário Familiar madeireiro com certificação FSC só existia no Acre.
“Esse certificado é um desafio muito grande para os comunitários devido à fragilidade e ausência de políticas governamentais para o manejo florestal comunitário. Por isso, essa certificação para a Coomflona representa um esforço muito grande da cooperativa e de seus parceiros, mostrando que o manejo florestal comunitário não somente é possível, mas é também viável; gera renda e emprego aos comunitários da Flona”, explica a coordenadora.
O escopo da certificação abrangeu a Unidade de Manejo Florestal da Coomflona e sua serraria portátil. O grupo de auditores, formado por quatro profissionais, analisou os aspectos sociais, ambientais e econômicos, avaliando os nove Princípios FSC no padrão Slimf (em inglês, Small and Low Intensity Managed Forests) que é adotado para comunitários.
A análise foi feita através de entrevistas a instituições relacionadas ao empreendimento, como Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Ministério Público Federal (MPF). Foram entrevistados também cooperados e famílias da Flona Tapajós, da área do entorno e da Terra indígena.
Além dos produtos madeireiros, a Coomflona maneja outras seis espécies de produtos da sociobiodiversidade, como seringueira, copaíba e andiroba, sendo que estas espécies são de uso múltiplo e não são manejadas para madeira, mesmo que permitido por lei. Alguns destes produtos devem entrar no escopo da certificação no próximo ano.
A certificação FSC é um sistema de garantia internacionalmente reconhecido, que identifica, através de sua logomarca, produtos madeireiros e não madeireiros originados do bom manejo florestal, garantindo que a floresta seja manejada de forma responsável e de acordo com os princípios e critérios da certificação FSC.

Moradores de glebas aprovam plano de uso do Projeto PDL Portel

Comunidades das glebas públicas estaduais do município de Portel, no Arquipélago do Marajó, aprovaram em assembleias gerais os planos de uso do Plano de Desenvolvimento Local do Município de Portel (PDL Portel), projeto do governo do Estado coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor). As assembleias foram realizadas nas comunidades das glebas Alto-Camarapi, no dia 06 de setembro; Acangatá, no dia 8; Jacará-Puru, no dia 10, e em Acutipereira, no dia 12 (quinta-feira), com a participação de representantes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Escritório local), Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e outras instituições.

Durante as assembléias, os comunitários puderam expor suas dificuldades para desenvolver as atividades de caça, pesca, agricultura e extrativismo, e aprovar o documento final do plano de uso, que orienta e regulamenta a forma adequada para a utilização dos recursos naturais, conforme a cultura local, garantindo o uso sustentável.

O plano de uso é fruto dos debates nas oficinas realizadas nas comunidades, pelo projeto PDL Portel, que desde 2011 vem sendo desenvolvido em parceria com a Prefeitura local e do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Portel (STTR).

“Entre 2011 e 2012 foram feitas reuniões com as comunidades, seminário e elaboração do DRP. Em outubro de 2012, o governador Simão Jatene assinou o Decreto nº 590, nos dando o direito de sermos donos das terras. O sindicato assinou o convênio com o Ideflor, que nos possibilitou adquirir equipamentos e contratar mão de obra para realizar as oficinas de elaboração do plano de uso. Ao mesmo tempo, outra equipe realizou o cadastro socioeconômico dessas famílias, que hoje aprovaram o plano”, explicou, Gracionice Costa, presidente do STTR.

Com o Decreto nº 590/2012, que destinou a área para o uso sustentável dos Povos, Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares (PCTAF), aumentou a expectativa de melhorar a qualidade de vida dos ribeirinhos.

“É uma coisa que veio para melhorar a vida do ribeirinho. Antes, as empresas mandavam. Hoje, o governo veio tirar da empresa e dizer para o ribeirinho que isso é de vocês”, disse Adalberto Santos, dirigente da comunidade São Raimundo.

Fonte: Agência Pará 
Acesse na integra: http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=135432


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Edital para contratação de Assistente de Projetos no IEB


EDITAL PARA CONTRATAÇÃO DE PROFISSIONAIS

O Instituto Internacional de educação do Brasil (IEB) está selecionando 01 (um) profissional de nível superior para o cargo de Assistente de Projeto. O Profissional será contratado pelo projeto “Fortalecimento da gestão territorial no Marajó/Pa”, financiado pelo Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável.

APRESENTAÇÃO DO PROJETO
O arquipélago do Marajó localiza-se na Foz do rio Amazonas e, com sua extensão territorial de 50 mil km2, constitui-se no maior arquipélago fluvio-marinho do mundo, composto por um ambiente de características singulares de beleza natural e diversidades cultural, social e ambiental. Os modos de vida da população apresentam predominância de populações tradicionais, cujas atividades econômicas se caracterizam pela extração de madeiras brancas (virola, pau mulato, sumaúma), do açaí (fruto e palmito), da borracha, pela pesca de peixes e camarões, e pela produção de produtos agrícolas, voltados principalmente para o consumo familiar (milho, melancia, arroz).
A criação de áreas protegidas representou um avanço para a promoção da melhor gestão de recursos naturais e ordenamento territorial no Marajó. Porém, se por um lado esse processo, ao menos em um primeiro momento, tem potencial de influenciar na diminuição das taxas de desmatamento, por outro, o território encontra-se ameaçado. Por isso é preciso fomentar práticas produtivas sustentáveis que leve em conta sua diversidade sociocultural.

Nesse sentido, um programa que articule apoio à formação técnico-profissionalizante à ações de fortalecimento de capacidades de lideranças e organizações comunitárias para melhorar a gestão de recursos naturais e gestão territorial, implementados a partir de experiências práticas, cujos entraves previamente e conjuntamente identificados, tratados por meio de capacitações, intercâmbios discutidos à luz de experiências semelhantes vivenciadas em diferentes espaços dentro e fora do território possam ter mais chances de as comunidades se tornarem aliados estratégicos à conservação dos recursos naturais.

Portanto, as ações previstas no projeto têm como objetivo fortalecer a gestão dos recursos naturais na região do Marajó. Atuando em três frentes: (i) no fortalecimento do manejo florestal comunitário, favorecendo a formulação e implementação da política estadual de manejo florestal comunitário no estado do Pará, fortalecendo as ações do IDEFLOR para a região e articulando prefeituras locais para fazerem parte do Programa Municípios Verdes; (ii) no fortalecimento da gestão de unidades de conservação em áreas estratégicas da Ilha, a partir do fortalecimento de instrumentos de gestão (sobretudo, conselhos gestores) e atendendo demanda qualificada em diagnóstico do Fundo Vale e (iii) no apoio à formação de lideranças agroextrativistas em municípios-chaves da Região, atendendo demandas já qualificadas por organizações da sociedade civil e reforçando a formação técnico-profissionalizante já apoiada pelo Fundo Vale no contexto do manejo florestal comunitário.

Perfis demandados
·         Ter formação profissional em gestão de recursos naturais ou áreas afins;
·         Ter habilidade em processos envolvendo a articulação de organizações para o manejo florestal comunitário e familiar na Amazônia;
·         Interesse em trabalhar com comunidades (homens, mulheres e jovens) e domínio de ferramentas e dinâmicas para trabalhos em grupo utilizadas em reuniões e demais atividades em comunidades;
·         Facilidade de adaptação para conviver em área rural (viagens e permanência por alguns períodos nas comunidades e em áreas de floresta);
·         Disponibilidade para viajar para comunidades;
·         Habilidade para trabalhar em equipe (equipe técnica e demais parceiros);
·         Facilidade em elaboração de relatórios técnicos;
·         Dinamismo.
 
ATIVIDADES:
Entre as atividades desenvolvidas pelo profissional, destaca-se abaixo àquelas relacionadas à:
o   Assessorar tecnicamente a implementação das ações do Projeto no território de atuação;
o   Realizar a mobilização e sensibilização das organizações locais e supralocais para as reuniões de articulação de políticas públicas para o fortalecimento da gestão do território;
o   Coordenar as ações de logística e de abordagem metodológica para as reuniões, oficinas e capacitação previstas no Projeto;
o   Elaborar os relatórios técnicos e a apoiar na elaboração dos relatórios financeiros do Projeto;

Condições de Trabalho:
 -          Contrato de trabalho de 18 meses, a ser iniciado em outubro de 2013, podendo ser renovado;
-          Remuneração a combinar.

INSCRIÇÕES:
Os candidatos interessados deverão enviar, até dia 18 de setembro de 2013:
-          Currículo, via e-mail, para belem@iieb.org.br ou por fax para (91) 3222-9363

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

COOMFLONA lança edital para comercializar cerca de 16 mil metros cúbico de madeira

 

A COOPERATIVA MISTA DA FLONA DO TAPAJOS  (COOMFLONA) divulgou um edital com informações de um pregão presencial público para comercializar madeira em forma de toras de variadas espécies. O material extraído, ao algo em torno de 16 mil metros cúbico de madeira, será reunida em dois lotes:  um de oito mil metros cúbicos e outro de sete mil, com variação de 30 por cento, para mais ou para menos. 
A mercadoria tem origem na exploração em Plano de Manejo Florestal Sustentável de Uso Múltiplo e será entregue no pátio central do projeto Ambé, na BR 163 (Santarém-Cuiabá), na Floresta Nacional do Tapajós, localizada no município de Belterra –Pará.

Para mais informações acesse o edital completo: http://www.verdeflona.com/edital2013.pdf

Fonte: http://www.verdeflona.com/pregao2013.htm