quinta-feira, 26 de setembro de 2013

EDITAL PARA CONTRATAÇÃO DE COORDENADOR DE PROJETO


EDITAL PARA CONTRATAÇÃO DE PROFISSIONAIS
 O Instituto Internacional de educação do Brasil (IEB) está selecionando 01 (um) profissional de nível superior para o cargo de Coordenador de Projeto. O Profissional será contratado pelo projeto Fortalecimento da Governança Florestal na BR-163”, financiado pela M.A.C. Foundation.

 APRESENTAÇÃO DO PROJETO:
Desde a década de 1980, as discussões sobre o aumento do desmatamento na região Amazônica ganharam relevância no debate sobre sustentabilidade. O principal ingrediente do debate é o estabelecimento de mudanças nos padrões de ocupação e uso do solo na região, visando conter o avanço da pecuária extensiva e a exploração ilegal de produtos florestais, sobretudo madeira, considerados os principais vetores do aumento do desmatamento (Fearnside, 2003)[1]. Para o enfrentamento dessa dinâmica podemos citar duas das principais frentes de ações coordenadas pelo Estado brasileiro: (i) o aprimoramento e o aumento da efetividade dos mecanismos de monitoramento ambiental, comando e controle e (ii) criação de áreas protegidas e reconhecimento dos direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais da região. Os resultados dessas medidas são comemorados pela diminuição acentuada do desmatamento nos últimos anos. Os dados do INPE revelam que o desmatamento passou de 22,4 mil km2 para 6,5 mil km2 entre 2004 e 2010.
A consolidação dessas ações é estratégica para o governo brasileiro considerando o fato de que as políticas públicas hoje adotadas, além de atender demandas históricas de povos e comunidades tradicionais, estão fortemente relacionadas a compromissos internacionais que o Brasil assumiu nas Conferências do Clima, que culminaram no estabelecimento de planos estratégicos (tais como o Plano de Proteção e Combate ao Desmatamento na Amazônia–PPCDAM, executado pela União e os Estados). Nesse sentido, o estoque de floresta em pé constitui hoje uma vantagem para o Brasil no âmbito das negociações internacionais sobre mudanças climáticas e conservação da biodiversidade e torna-se urgente e necessário o incentivo a práticas sustentáveis.
Uma das alternativas de práticas sustentáveis que vem ganhando relevância como alternativa para conservação e geração de emprego e renda no cenário amazônico - objeto do Projeto - é o manejo florestal comunitário e familiar (MFCF). O MFCF tem sido utilizado de forma genérica para caracterizar a diversidade de modalidades e escalas de manejo praticadas em florestas comunitárias por comunidades indígenas, ribeirinhas, seringueiros, colonos, produtores familiares agroextrativistas em geral, de forma coletiva e individual. Esses povos e comunidades tradicionais desenvolvem capacidades organizativas para a gestão de seus recursos florestais a partir de suas identidades culturais, adaptados aos ecossistemas em que vivem. Exercem suas atividades produtivas em várias modalidades fundiárias, sejam em unidades de conservação de uso sustentável, ou assentamentos da reforma agrária. Existem, também, situações em que habitam áreas não regularizadas e com grande potencial para produção florestal de produtos madeireiros e não-madeireiros.
Além disso, a operacionalização dos planos de manejo tem revelado muitos desafios, tais como: (i) adequação das formulações existentes às políticas públicas para a atividade; (ii) enquadramento das diretrizes técnicas e aspectos institucionais para o licenciamento do MFCF e (iii) controle social das políticas públicas atuais para viabilizar o manejo florestal em florestas públicas comunitárias. Estes desafios apresentam-se em gradientes diferentes e estão relacionados às dinâmicas peculiares de MFCF nos territórios amazônicos.
O projeto permitirá fortalecer e ampliar as ações que o IEB tem desenvolvido no âmbito do Projeto Fortalecimento da Governança Florestal na BR-163, apoiado pelo Fundo Vale em 10 municípios (Anapu, Aveiros, Itaituba, Juruti, Novo Progresso, Placas, Rurópolis, Trairão, Santarém, e Uruará) além de Porto de Moz.  Essas ações tem permitido analisar os acordos formais e informais estabelecidos entre empresas e comunidades para exploração, processamento e comercialização de produtos florestais madeireiros na região. Além disso, permitiram iniciar diálogo com organizações comunitárias, empresas madeireiras e setores governamentais para identificar arranjos promissores de controle social sobre a exploração de produtos florestais na região.
O pressuposto do projeto é de que as organizações locais, lideranças, gestores públicos e iniciativa privada precisam se qualificar e ampliar suas oportunidades para lidar com as pressões pelo uso predatório dos recursos naturais. Estes atores, uma vez articulados e munidos de informações podem realizar uma cooperação estratégica para expandir e consolidar o manejo florestal. Como o território de influência do Distrito Florestal Sustentável da BR-163 apresenta processos dinâmicos e diferenciados de implantação do MFCF, a lógica da intervenção é promover intercâmbios, capacitações, seminários, oficinas e assessoria técnica para este fim, sempre resguardando as especificidades locais.
Considerando que o reforço das institucionalidades e das organizações locais afeta positivamente os resultados das políticas públicas, ao reforçar o MFCF nessa região, o Projeto visa apoiar a institucionalidade econômica da conservação em contraponto aos mecanismos do desenvolvimento predatório e ilegal. Para isso, vai interagir fortemente com ações estratégicas de fomento ao manejo florestal comunitário com interface na área de atuação, tais como: (i) o Programa Federal de Manejo Florestal Comunitário e Familiar, coordenado pelos Ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário; (ii) o Programa Estadual de Manejo Florestal Comunitário e Familiar, coordenado pelo IDEFLOR/PA; (iii) o Programa Municípios Verdes/PA e (iv) o Programa Assentamentos Verdes, coordenado pelo INCRA.

Perfis demandadoS
·         Experiência profissional em gestão de recursos naturais ou áreas afins;
·         Experiência em processos envolvendo a articulação de organizações para o manejo florestal comunitário e familiar na Amazônia;
·         Experiência em trabalhar com comunidades (homens, mulheres e jovens) e domínio de ferramentas e dinâmicas para trabalhos em grupo utilizadas em reuniões e demais atividades em comunidades;
·         Facilidade de adaptação para conviver em área rural (viagens e permanência por alguns períodos nas comunidades e em áreas de floresta);
·         Disponibilidade para viajar para comunidades;
·         Habilidade para trabalhar em equipe (equipe técnica e demais parceiros);
·         Facilidade em elaboração de relatórios técnicos;
·         Dinamismo.

 ATIVIDADES:
Entre as atividades desenvolvidas pelo profissional, destaca-se abaixo àquelas relacionadas à:
o   Coordenar tecnicamente a implementação das ações do Projeto no território de atuação;
o   Realizar a mobilização e sensibilização das organizações locais e supralocais para as reuniões de articulação de políticas públicas para o fortalecimento da governança florestal no território da BR163;
o   Coordenar as ações de abordagem metodológica para as reuniões, oficinas e capacitação previstas no Projeto;
o   Coordenar a elaboração dos relatórios técnicos;

Condições de Trabalho:

-          Contrato de trabalho de 15 meses, a ser iniciado em outubro de 2013, podendo ser renovado;
-          O profissional ficará sediado no escritório regional do IEB em Belém;
-          Remuneração a combinar.

INSCRIÇÕES:

Os candidatos interessados deverão enviar, até dia 30 de setembro de 2013:

-          Currículo, via e-mail, para belem@iieb.org.br ou por fax pelo telefone (91) 3222-9363.




[1] FEARNSIDE, P. M. A floresta Amazônia nas mudanças globais. Manaus, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), 2003.

domingo, 22 de setembro de 2013

Pré Congresso Florestal Comunitário


Pré Congresso Florestal, um evento sem precedentes
Nos dias 24 e 25 de setembro de 2013 será realizado o Pré Congresso Florestal Comunitário, organizado pela Alianza Mesoamericana de Pueblos y Bosques, em San Pedro Sula, Honduras. Durante estes dois dias, os líderes indígenas e camponesas vão apresentar e discutir as principais experiências e histórias de sucesso do manejo florestal comunitário e da luta pela verdadeira governança.

Entre os temas que serão compartilhados durante o evento estão: 
  • As experiências de manejo florestal comunitário em El Petén, na Guatemala.
  • Nicarágua: manejo florestal comunitário em tempos de governos territoriais indígenas
  • Comunidades hondurenhas FLEGT (Forest Law Enforcement, Governance and Trade) negociações com a Europa.
  • O Manejo Florestal Comunitário em terras coletivas, a história da Embera no Panamá

Durante a semana do Pré Congresso haverá outros eventos relacionados à temática das florestas.

1º Workshop Internacional sobre Salvaguardas Ambientais e Sociais em Territórios Indígenas da Mesoamérica - 23 de setembro de 2013. San Pedro Sula, Honduras.

1º Encontro de Jornalistas da Mesoamérica "Florestas para sempre". De 20 a 25 de setembro de 2013. Petén, Guatemala e San Pedro Sula, Honduras

6a Assembleia Ordinária da Aliança Mesoamericana de Povos e Florestas (Alianza Mesoamericana de Pueblos y Bosques). 26 de setembro de 2013. San Pedro Sula, Honduras.


O Pré Congresso Florestal Comunitário faz parte do programa oficial do VIII Congresso Florestal Comunitário. A Alianza Mesoamericana de Pueblos y Bosques faz parte da comissão organizadora e tem trabalhado em estreita colaboração com as autoridades do Instituto Florestal de Honduras. 

De acordo com Marvin Sotelo, da secretaria técnica da Alianza Mesoamericana de Pueblos y Bosques, organizar este pré congresso tem fortalecido as relações estratégicas com os líderes locais, governos e organizações regionais. "A iniciativa tem sido acompanhado por organizações de prestígio e experiência internacional, o que demonstra a nossa capacidade de construir consenso em torno da agenda florestal comunitária para o benefício das pessoas nos territórios".

Para mais informações consulte:

Transmissão ao vivo do evento:
http://precongresoforestal.alianzamesoamericana.org/transmision-precongreso.html

Fonte: E-mail marketing Alianza Mesoamericana de Pueblos y Bosques

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Oferta de trabalho para a formação e diálogo com o setor florestal no Amapá


O GRET (Grupo de Pesquisa e Intercâmbios Tecnológicos) divulgou documento para a contratação de profissional para atuar no projeto  “APOIO A ELABORAÇÃO DE UMA POLITICA DE GESTÃO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA E DA BIODIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPA (AMAZONIA BRASILEIRA)”. Abaixo, mais detalhes do documento.



A. Contexto

O GRET (Grupo de Pesquisa e Intercâmbios Tecnológicos, www.gret.org), associação francesa de profissionais do desenvolvimento solidário, atua há mais de 30 anos em mais de 30 paises, e há mais de 25 anos no Brasil. Intervem nas grandes áreas do desenvolvimento econômico e social, com base enfoques em parceria e pesquisa-ação. Articula ações de campo com consultorias, contribuição à definição de políticas públicas e sistematização / difusão de experiências.

O financiador do projeto de “APOIO A ELABORAÇÃO DE UMA POLITICA DE GESTÃO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA E DA BIODIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPA(AMAZONIA BRASILEIRA)” é o Fundo Francês para o Meio Ambiente Mundial (FFEM).

O FFEM (www.ffem.fr) é um fundo público bilateral criado em 1994 pelo governo francês após a Conferência do Rio. Tem como objetivo a proteção do meio ambiente mundial nos países emergentes e em desenvolvimento. O FFEM promove, através de projetos de desenvolvimento sustentável, a preservação e o equilíbrio de nosso planeta, atuando nas seguintes áreas:

- Agricultura sustentável

- Territórios urbanos sustentáveis

- Mecanismos de financiamento da biodiversidade

- Energia sustentável na África

- Gestão integrada das regiões litorais marinhas

- As florestas

B. O projeto “Apoio a elaboração de uma politica de gestão sustentável da floresta e da biodiversidade do estado do Amapa ”

A política ambiental do Estado do Amapá

O Estado do Amapá forneceu importantes esforços para proteger os recursos naturais de seu território (criação de áreas protegidas) e limitar as práticas não sustentáveis de exploração(suspensão da exploração ilegal de madeira, do uso do carvão oriundo de desmatamento...).

Essas ações constituem bases sólidas porém não suficientes para uma gestão sustentável da floresta e da biodiversidade. O sucesso dessa política depende da superação de dois grandes desafios.

- Implementação da gestão nas áreas protegidas a partir notadamente de mecanismos inovadores de financiamento (Fundo Fiduciário para a gestão das áreas protegidas, pagamentos para serviços ambientais incluindo um projeto piloto REDD);

- Desenvolvimento da exploração florestal de baixo impacto, tratando dos produtos madeireiros e não madeireiros (frutos, fibras, sementes, óleo...), ao benefício das populações rurais e das empresas, a partir de florestas públicas (federais e da floresta estadual - a FLOTA). Isto representa um desafio muito importante para o desenvolvimento sustentável do Amapá, que possui hoje um modelo econômico frágil (poucas indústrias, peso da administração pública), incapaz de responder as expectativas de uma população em pleno crescimento.

Objetivos do projeto

1. Objetivos globais

- Consolidação da política de conservação e de gestão da biodiversidade do governo do Amapá;

- Implementação de um setor florestal de baixo impacto no Amapá.

2. Objetivos específicos

- 1 Finalizar o marco legal da gestão sustentável dos recursos naturais no Amapá;

- 2 Fortalecer as instituições do Amapá encarregadas da gestão dos recursos naturais, seja da gestão das concessões florestais ou das unidades de conservação;

- 3 Reforçar as estruturas de governança das unidades de conservação do Estado;

- 4 Reforçar a capacidade dos atores locais do setor madeireiro (empresas e comunidades);

- 5 Finalizar e monitorar a implementação da FLOTA (concessão de manejo florestal e gestão da unidade de conservação).

O anexo apresenta a descrição detalhada das atividades: GRET é especificamente responsável da execução técnica dos temas relativos ao diálogo com a sociedade civil e os atores da cadeia florestal, os procedimentos de política florestal, assim como as atividades com forte mobilização da análise sócio econômica (atividades 1.1, 1.2, 1.3, 1.5, 3.2, 3.3, 3.6, no anexo).

Parceria e governança

1. Partes e alvos do projeto

As principais partes do projeto são o Governo do Amapá e seus órgãos especializados (SEMA, IEF, IMAP), os órgãos federais envolvidos na gestão de territórios florestais no Amapá (SFB, ICMBio), os operadores do projeto CI e GRET, assim como a cooperação técnica francesa mobilizada através do FFEM.

O público - alvo do projeto é constituido das instituições públicas encarregadas da gestão florestal e da conservação da biodiversidade, notadamente no Estado do Amapá, as comunidades tradicionais e os pequenos proprietários florestais da FLOTA e da sua periferia, e de maneira indireta, o Estado do Amapá inteiro e sua população, assim como as empresas potencialmente concessionárias da FLOTA.

2. Duração do projeto

O projeto tem duração prevista de 3 anos, com início em outubro de 2012.

3 Governança do projeto

A supervisão do projeto é realizada pelo governo do Amapá (GEA) e seus serviços especializados, através da presidência do Conselho Gestor (CG) do projeto assumida pelo IEF (Instituto de Floresta). O IEF  apoia o projeto e organizar a intervenção dos demais órgãos do Estado. GRET e CI apoiam o GEA nessa tarefa. O GRET assume a gestão financeira do projeto na interlocução direta com o FFEM.

A nível técnico, o projeto é conduzido por uma equipe mista GRET/CI/IEF, sediada em Macapá-AP, sob a coordenação do responsável local de projeto GRET. Essa equipe é sediada no IEF em Macapá, que nomeou um interlocutor específico para o projeto. A governança do projeto é efetuada por um Conselho Gestor (CG), presidido pelo IEF.

O CG, com frequência de reunião semestral, tem um papel de planejamento, de monitoramento/acompanhamento e de controle do projeto. A equipe de projeto GRET/CI/IEF baseada no Amapá tem que responder das suas atividades ao CG. O CG cuida do respeito dos objetivos do projeto, do calendário de execução, da utilização do orçamento, em particular do orçamento do FFEM. Valida os planos de ação e formula recomendações. Reune os atores chaves do projeto, relacionados através dos acordos de implementação específicos do projeto (Acordo de Cooperação, convênio FFEM/GRET, contrato GRET/CI). O funcionamento do CG é descrito no acordo de cooperação.

A equipe do projeto (GRET/CI/IEF) implementa ao nível operacional as decisões e recomendações do CG.

O projeto é vinculado no GRET Sede (Paris) ao Departamento Recursos naturais e Serviços Essenciais (RSE). O responsável local de projeto no Amapá esta vinculado ao programa Gestão dos Recursos Naturais do Departamento (GRN/RSE), com acompanhamento do responsável de projeto do programa GRN/SER na sede.

C. Funções
O responsável de formação e diálogo com o setor florestal participará da implementação global das atividades do projeto, de acordo com o documento de projeto aprovado pelo FFEM (“relatório de apresentação”), e sob a supervisão direta do responsável local de projeto em Macapá.

Participará de todas as funções transversais da equipe do projeto em Macapá, incluindo:

− Contribuir nos papeis do GRET nas atividades, reuniões, oficinas do projeto, inclusive na logística, sob a supervisão do responsável local de projeto;

− Participar da definição técnica e científica das ações estratégicas do projeto;

− Contribuir no planejamento, acompanhamento das atividades, a efetivação do sistema de monitoramento e avaliação interno do projeto;

− Contribuir na redação de relatórios narrativos e técnicos do projeto, sob a supervisão do responsável local de projeto;

− Contribuir para identificar outros projetos ou financiamentos que possam desenvolver as atividades do GRET;

− Coletar e ajudar a sistematizar e analisar dados primários e secundários relevantes para a produção técnico-científica escrita do GRET, em modalidades a serem definidas.

Assumirá funções específicas na equipe enquanto responsável de formação e diálogo com a sociedade civil e o setor florestal, especificamente :

− Participar da definição técnica e científica das ações estratégicas do projeto do ponto dos atores do setor florestal e da sociedade civil;

− Responsável do monitoramento das atividades 1.3 (mecanismos de financiamento do manejo florestal), 1.5 (diálogo com a sociedade civil) e 3.6 (formação de potenciais concessionários), sob a supervisão do responsável local de projeto.

− Implementar as ações do projeto referentes as relações com sociedade civil, empresas e comunidades, formação dos potenciais concessionários.

− Elaborar os planos de trabalho de campo com logística e orçamentos.

− Participar de reuniões comunitárias de campo, com técnicos de governo, de organizações de pesquisa e organizações não governamentais;

− Realizar assessoria técnica as comunidades e empresas;

− Apoiar tecnicamente na elaboração de planos de manejo florestais, no caso de comunidades, consideradas prioritárias pelo projeto; não poderá assumir a responsabilidade técnica dos planos.

− Contribuir para identificar projetos ou financiamentos que possam fortalecer o alcance das metas do projeto relacionadas com sociedade civil, empresas, comunidades.

Notadamente, apoiar as organizações comunitárias na participação de editais e/ou elaboração e participação de financiamentos para a produção florestal sustentável.

O responsável local do projeto realizará a avaliação profissional e das funções assumidas pelo responsável de formação e diálogo com o setor florestal, com frequência semestral no primeiro ano do seu contrato e anualmente a partir do segundo ano. O representante do GRET no Brasil será informado da agenda dessa avaliação e deverá validar os seus resultados escritos.

D. Perfil do profissional
Nível superior em agronomia, engenharia florestal, geografia, ciências sociais aplicadas ao
desenvolvimento rural. Mínimo de 6 anos de experiência em atividades com temáticas similar no Brasil, com experiência em desenvolvimento das populações tradicionais, comunidades, empresas florestais, manejo florestal de uso múltiplo, setor madeireiro, políticas florestais, na  elaboração de relatórios técnicos e produção científica escrita.

O profisional deverá demostrar experiência de interação e trabalho conjunto com órgãos  públicos, organizações camponesas e empresas. Uma experiência no campo das políticas florestais e ambientais, gestão das unidades de conservação, formação e capacitação técnica e científica, constituirá uma vantagem. Uma experiência de trabalho na Amazônia, particularmente no Amapá, é fortemente desejada.

Competências e conhecimentos

- Reforço de capacidades do setor florestal, notadamente nas atividades de manejo sustentável de floresta nativa;

- Desenho e implementação de política florestal, notadamente gestão pública de unidades de conservação, gestão pública de concessões florestais de florestas públicas;

- Administração, acompanhamento de projetos ;

- Informática usual para escritório ;

- Domínio do francês e do inglês, mesmo reduzido é uma vantagem;

Capacidades e qualidades

- Capacidade de trabalho no âmbito de uma equipe multi institucional, multi cultural;

- Capacidade de dialogo com a sociedade civil et o governo, animação e mediação

- Capacidade de construção, programação, monitoramento de ações participativas de

pesquisa e desenvolvimento com atores do setor florestal (comunidades e empresas);

- Capacidade de iniciativa e autonomia de trabalho ;

- Capacidade de construir e consolidar relações institucionais com todos os envolidos do projeto, notadamente os órgãos públicos;

- Senso de responsabilidade;

- Rigor na administração financeira;

- Capacidade de produção escrito técnica e científica.

Condições de trabalho, remuneração e duração
Contrato 2 anos, de direito brasileiro, iniciando em 01/10/2013. Período probatório de 3 meses.

A gestão jurídica do contrato será realizada pela FUNTEC, Fundação de Tecnologia

Florestal e Geoprocessamento, SHCN/CL 316 Bloco B Loja 51. CEP 70.775-520, BrasíliaDF. Fone/Fax: (61) 3447 6326 - CNPJ: 02.667.622/0001-01. CF/DF 07.390.422/001-56, www.funtecg.org.br, funtecdf@gmail.com

A gestão técnica do contrato será realizada pelo GRET, com base o presente termo de referência.

O nível de remuneração estará definido em função da experiência do candidato selecionado.

O valor previsto para a remuneração bruta total é R$ 130.000 anual (tribução e encargos incluidos).


O contratado residirá em Macapá (AP), capital do Estado do Amapá, Brasil.

Contatos
Por favor endereçar CV e cartas de apresentação antes do dia 23/09/2012, nos dois emails abaixo : elektrarocha@gmail.com; sablayrolles@gret.org
Para maiores informações, entrar em contato com Elektra Rocha, tel 91 3241 7018Site GRET : www.gret.org

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cooperativa Mista Flona Tapajós é recomendada para certificação FSC


Após análise de documentos, entrevistas e observações, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) concluiu por recomendar a Cooperativa Mista Flona Tapajós (Coomflona), em Belterra, Pará, para a certificação FSC 100% comunitário. A decisão foi tomada após uma auditoria, realizada entre os dias 02 e 06 de setembro, e terá grande impacto para o manejo florestal comunitário no Pará, na região amazônica e no mercado de madeiras tropicais.
O selo de certificação FSC 100% comunitário abre as portas para exportação, além de representar um diferencial no mercado e uma aceitação maior do consumidor. Segundo a Coordenadora de projetos do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Katia Carvalheiro, em toda a Amazônia, o Manejo Florestal Comunitário Familiar madeireiro com certificação FSC só existia no Acre.
“Esse certificado é um desafio muito grande para os comunitários devido à fragilidade e ausência de políticas governamentais para o manejo florestal comunitário. Por isso, essa certificação para a Coomflona representa um esforço muito grande da cooperativa e de seus parceiros, mostrando que o manejo florestal comunitário não somente é possível, mas é também viável; gera renda e emprego aos comunitários da Flona”, explica a coordenadora.
O escopo da certificação abrangeu a Unidade de Manejo Florestal da Coomflona e sua serraria portátil. O grupo de auditores, formado por quatro profissionais, analisou os aspectos sociais, ambientais e econômicos, avaliando os nove Princípios FSC no padrão Slimf (em inglês, Small and Low Intensity Managed Forests) que é adotado para comunitários.
A análise foi feita através de entrevistas a instituições relacionadas ao empreendimento, como Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Ministério Público Federal (MPF). Foram entrevistados também cooperados e famílias da Flona Tapajós, da área do entorno e da Terra indígena.
Além dos produtos madeireiros, a Coomflona maneja outras seis espécies de produtos da sociobiodiversidade, como seringueira, copaíba e andiroba, sendo que estas espécies são de uso múltiplo e não são manejadas para madeira, mesmo que permitido por lei. Alguns destes produtos devem entrar no escopo da certificação no próximo ano.
A certificação FSC é um sistema de garantia internacionalmente reconhecido, que identifica, através de sua logomarca, produtos madeireiros e não madeireiros originados do bom manejo florestal, garantindo que a floresta seja manejada de forma responsável e de acordo com os princípios e critérios da certificação FSC.